A compostagem é um processo natural que decompõem resíduos orgânicos (resíduos de jardinagem, por exemplo) num material escuro com aspecto de solo, chamado “composto”.
A Compostagem é um processo de fácil implementação. Convidamo-lo assim, a aderir a este projecto e associar-se nesta parceria, propondo-lhe também que, para começar, siga estes 3 passos para dar início ao seu Projecto de Compostagem:

A compostagem é um processo necessariamente aeróbio e por isso a manutenção de níveis adequados de oxigénio no interior dos materiais a compostar é uma condição essencial para o sucesso do processo.
Com o decorrer da decomposição a concentração de oxigénio diminui e a concentração de dióxido de carbono aumenta. Concentrações de oxigénio inferiores a 5% dão origem a zonas anaeróbias. Para que o processo se mantenha aeróbio o ideal é um mínimo de 10 % de oxigénio.
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Ao longo do processo temos que ir arejando o composto, para que mantenha uma quantidade de oxigénio estável.
Uma determinada quantidade de humidade é necessária no processo uma vez que os microrganismos só são capazes de absorver os nutrientes que se encontrem na fase dissolvida. Além disso, a água é necessária aos processos metabólicos. No entanto, teores muito elevados de água na mistura a compostar são indesejáveis: água em excesso enche o espaço poroso entre as partículas, dificultando a circulação de ar e condicionando, consequentemente, as condições aeróbias. A estrutura física e a capacidade de retenção da água variam muito com o material a compostar, sendo por isso impossível apontar um valor adequado de humidade do material.

Ao escolher e misturar os materiais para compostagem é aconselhável ter uma noção do teor de humidade da mistura.
Um teste prático que se usa para ver o teor de humidade de um material ou uma mistura de materiais que se pretende compostar é conhecido como teste da esponja. O material tem um teor de humidade adequado se estiver tão molhado como uma esponja acabada de espremer.
Se o composto começar a cheirar mal há grandes probabilidades de estar demasiado molhado. O excesso de água enche os poros, impedindo a difusão de oxigénio no material e levando a condições anaeróbias. Nestes casos deve misturar-se aparas de madeira ou pedaços de jornal.
Em processos de arejamento forçado, em que grandes quantidades de água são removidas por evaporaçao, a adição de água pode ser necessária para manter o teor de humidade.
A decomposição da matéria orgânica pelos microrganismos gera calor.
O calor produzido depende do tamanho da pilha, do teor de humidade, arejamento e razão carbono/azoto. A temperatura ambiente normalmente também afecta a temperatura da pilha. A temperatura é um factor determinante no processo, uma vez que diferentes temperaturas promovem o desenvolvimento de diferentes comunidades microbianas.
Quando a pilha começa a arrefecer, revirá-la ou arejá-la normalmente dá origem a um novo aumento de temperatura devido ao fornecimento de oxigénio e consequente decomposição da matéria orgânica que ainda não está totalmente decomposta.
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A taxa de decomposição é máxima a temperaturas entre 45ºC e 55ºC; no entanto, é necessário que durante o processo se atinjam temperaturas superiores para assegurar a higienização (destruição de microrganismos patogénicos e sementes de ervas daninhas).
Em Portugal não há legislação relativa às temperaturas que devem ser atingidas durante um processo de compostagem para garantir a higienização, mas noutros países europeus essa legislação já está em vigor há alguns anos.
A granulometria do material a compostar é determinante porque influência as restantes condições em que o processo irá decorrer.
Partículas demasiado pequenas favorecem uma excessiva compactação do material, o que pode tornar-se prejudicial em termos de difusão de oxigénio e circulação de água, aumentando o risco de aparecimento de zonas de anaerobiose.

Recomenda-se a utilização de partículas de um diâmetro entre os 2,5 e os 7 cm como sendo a gama ideal para um correcto desenvolvimento do processo. As partículas mais pequenas são mais adequadas a sistemas de arejamento forçado ou sistemas revirados frequentemente e as partículas maiores para pilhas e sistemas de arejamento passivo.
Se o material a compostar for constituído em grande parte por partículas de pequenas dimensões ou apresentar características favoráveis à compactação (altos teores de humidade, por exemplo) deverá misturar-se um agente estruturante, tal como palha, aparas de madeira ou caruma de pinheiro seca.
O pH é um parâmetro muito importante para o desenvolvimento de uma comunidade biológica e torna-se difícil de controlar num processo como a compostagem. Felizmente, diferentes microrganismos têm capacidade de se adaptar a diferentes pH, evoluindo assim o pH da mistura a compostar para um valor próximo do neutro.
Um pH inicial entre 5,5 e 8,5 é o mais adequado aos microrganismos presentes na compostagem, mas o processo pode decorrer com sucesso fora desta gama de valores.
Nas primeiras fases da compostagem, os compostos são degradados a ácidos orgânicos, diminuindo o pH e promovendo o crescimento de fungos que são capazes de degradar celulose e lenhina. Estes ácidos são geralmente decompostos, depois a moléculas mais simples (principalmente dióxido de carbono e água), mas, se o sistema se tornar anaeróbio, a acumulação destes ácidos pode baixar drasticamente o pH e reduzir a actividade biológica.
O aumento do arejamento é suficiente para que o pH retome valores adequados.
Problemas/ Soluções
1- Cheiro a ovos podres – a pilha está demasiado húmida.
Adicione materiais secos como solo, folhas secas ou relva seca.
2- Cheiro a amónia – há excesso de azoto na pilha, ou seja de matérias verdes.
Adicione matérias como carbono, como folhas secas ou relva seca
3- Se a pilha não aquece – necessita de humidade ou azoto ou é demasiado pequena.
Verifique a humidade da pilha. Adicione matérias com azoto, como relva verde ou restos de vegetais. Se a sua pilha for inferior a 1 m3 adicione mais materiais.
4- Se animais, como cães, ratos, gatos, etc, são atraídos pela sua pilha de compostagem, significa que materiais impróprios foram adicionados a pilha de compostagem.
Não adicione carne, peixe ou ossos ou molhos. Para evitar moscas adicione uma pequena cobertura de solo ou restos de materiais secos.
5- Se o processo de decomposição é muito lento, significa que os materiais adicionados são de dimensões demasiados grandes.
Corte os materiais em pedaços mais pequenos nunca superiores a 20-25 cm. Adicione um pouco de solo e/ou estrume de modo a activar a sua pilha.
6- Uma pilha demasiado húmida significa uma pobre drenagem, excessiva adição de água ou falta de ar.
Adicione folhas secas e remexa a pilha para aumentar a circulação de ar. Retire a tampa do compostor para aumentar a evaporação.
Remexa a pilha e adicione solo; misture matérias que não compactem, como pequenos troncos para aumentar a circulação do ar.
Localização do compostor
Escolha um local no seu quintal ou jardim de fácil acesso no Verão e Inverno. Este local deve ter boa drenagem e uma mistura de sombra e sol. Se o compostor ficar exposto ao sol durante todo o dia é necessário prestar particular atenção ao nível de humidade para que a pilha não seque demasiado. Se o compostor for colocado à sombra não ira tira proveito do calor solar e poderá ter a tendência para ficar molhado.
Tempo de compostagem
O tempo a compostar matéria orgânica varia muito, uma vez que depende de diversos factores. Se as necessidades nutricionais da pilha forem atendidas, os materiais utilizados em pequenas dimensões, mantido o nível óptimo de humidade, e a pilha remexida todas as semanas, o composto poderá estar pronto em 2 ou 3 meses.
Em média, considerando que o material é adicionado continuamente, a pilha remexida ocasional mente, e a humidade controlada, o composto estará pronto ao fim de 3/6 meses.
Se por algum motivo ocorrerem problemas na realização do teu próprio composto não hesites em contactar-nos ! Expõe as tuas dúvidas e/ou sugestões. Estaremos atentos.

Daniela Pinto nº10
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Ano Lectivo 2006/2007